Cerâmica do Jequitinhonha: arte da terra e ancestralidade
- Ceart

- 19 de dez. de 2025
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A cerâmica do Vale do Jequitinhonha é uma das expressões mais emblemáticas do artesanato mineiro. Moldada com as próprias mãos e extraída da terra que sustenta a vida na região, essa arte carrega histórias, afetos e saberes transmitidos ao longo de gerações. Cada peça revela a profunda ligação entre o território, a ancestralidade e o cotidiano das comunidades que transformam o barro em identidade cultural.
Entre as criações mais reconhecidas estão as bonecas de barro, figuras femininas que representam maternidade, trabalho, fé e resistência. Elas não seguem padrões industriais: cada rosto, postura e detalhe nasce da sensibilidade da artesã, tornando cada peça única. Mais do que objetos decorativos, essas bonecas são narrativas visuais que falam sobre o lugar da mulher, suas vivências e sua força dentro da comunidade.
Os tons naturais da cerâmica do Jequitinhonha reforçam essa conexão com a terra. As cores variam entre o vermelho, o bege, o creme e o branco, resultantes das próprias argilas locais, como a tabatinga. Em alguns casos, o preto surge a partir do uso do carvão. Essa paleta orgânica confere autenticidade às peças e preserva a estética tradicional da região, sem interferências artificiais.
A produção cerâmica no Vale é, em sua maioria, conduzida por mulheres. São elas as guardiãs do saber ancestral, responsáveis por ensinar as técnicas às novas gerações e manter viva uma tradição que também representa autonomia, renda e afirmação cultural. Por isso, a cerâmica do Jequitinhonha é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, símbolo de qualidade, diversidade e valor humano.

As mãos habilidosas da artesã Geralda Batista
No Ceart, essa tradição ganha visibilidade e reconhecimento. Visite o Centro de Artesanato Mineiro, na Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte, e conheça de perto a cerâmica do Jequitinhonha — uma arte que nasce da terra, honra a ancestralidade e celebra a força feminina mineira.





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